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Entretenimento

Jessica Meira retorna ao site Bella da Semana em ensaio de tirar o fôlego

imagem_release_1489353O Bella da Semana tem o costume de descobrir as mulheres mais bonitas e desejadas do Brasil e a modelo Jessica Meira é um exemplo disso. Clicada pelo fotógrafo Fábio Aranda, a modelo estreou na maior revista masculina do Brasil em agosto e agora retorna ao portal comandado por Alexandre Peccin para a segunda parte de um ensaio de tirar o fôlego

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Ela tem um corpo escultural, é escorpiana e mexeu com a imaginação de todos. Com medidas perfeitas, fica difíciil escolher qual a parte mais bonita de seu corpo. Então decidimos perguntar para a própria Jessica o que mais lhe chama a atenção. “A parte que mais gosto em mim é o bumbum”.

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Mesmo com tantos atributos, Jessica diz que é preciso estar sempre se cuidando. “Pra falar a verdade nunca estou satisfeita com meu corpo. Sempre acho que tem algo a ser melhorado. Não me considero muito gostosa, mas muito obrigada”. Dedicada exclusivamente ao trabalho de modelo, Jessica disse que não pensou duas vezes quando a oportunidade de posar nua surgiu.

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“Eu sempre gostei muito desse universo e assim que o Bella da Semana apareceu eu decidi abraçar a ideia e conseguimos um resultado incrível”, comenta a modelo que pretende investir ainda mais na carreira e lançar  uma marca de lingeries.

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Como todos sabem, faz parte do DNA do Bella da Semana desvendar os segredos mais profundos das nossas modelos e os de Jessica vão te deixar ainda mais apaixonados por essa catarinense. Perguntada sobre o que ela faz que deixa os caras malucos, ela foi direta “Acho que meu jeito de querer sempre experiências exóticas desperte algo diferente”.

Agora que você já conhece melhor essa musa do Bella da Semana está na  hora de conferir o ensaio registrado pelo fotógrafo Fábio Aranda e vai ao ar nesta quarta-feira, 31 de outubro.

 

Fotos: Fabio Aranda 

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Teatro

Monólogo “Meus Duzentos Filhos”, com Marcelo Aquino segue em dupla temporada com curtíssimas apresentações até dezembro no Rio

 

Monólogo com Marcelo Aquino no papel de Janusz Korczak, pedagogo, médico e escritor judeu polonês, falando de sua vida e de seu trabalho como fundador e gestor do Orfanato Modelo, em Varsóvia, onde se dedicou, por 30 anos, a formar e educar órfãos, oferecendo a eles instrução e força moral para enfrentar a vida. Ele morreu, junto com seus órfãos, aos quais considerava como seus filhos, no campo de Treblinka em 1942.

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Quando educar é um propósito de vida acima da própria vida. Esse é o norte do espetáculo “Meus duzentos filhos”, de Miriam Halfim, com direção de Ary Coslov, que estreia dia 2 de novembro no Teatro Municipal Maria Clara Machado, na Gávea (RJ). A peça, estrelada pelo ator Marcelo Aquino, retrata a vida e a obra de Janusz Korczak (1879-1942), médico e pedagogo judeu polonês que fundou o orfanato modelo Dom Sierot, onde trabalhou durante 30 anos e desenvolveu um método pedagógico inovador, até ter a sua trajetória interrompida pelos horrores da guerra e do nazismo, assim como as dos cerca de 200 órfãos que ali aprendiam disciplina, ganhavam instrução e força moral para enfrentar a vida.

 “Quem primeiro me apresentou o texto da Miriam Halfim foi a produtora Maria Alice Silvério. Fiquei fascinado pela vida de Janusz Korczak, sua dedicação a uma causa e todo o impacto que sua trajetória poderia provocar, por se tratar de uma história verídica, repleta de significados e, mais do que tudo, uma história que não deve ser esquecida” – fala o diretor Ary Coslov.

 

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Afirmando que “não existem crianças, existem pessoas”, Korczak esforçava-se para assegurar a elas uma infância despreocupada, mas não isenta de obrigações. Elas deveriam compreender e experimentar emocionalmente situações, tirar conclusões por elas mesmas e eventualmente prevenir prováveis consequências. Rejeição à violência física e verbal, interação educativa entre adultos e crianças, a individualidade de cada criança e o conhecimento de que o processo de desenvolvimento de uma criança é um trabalho difícil eram os elementos de seu método, a Pedagogia do Amor, que influenciou pensadores importantes, como Paulo Freire e Jean Piaget. Com a guerra, o orfanato é transferido para o Gueto de Varsóvia. Várias tentativas foram feitas para salvar sua vida, mas ele nunca admitiu separar-se de suas crianças, pois “um pai não abandona seus filhos em momentos difíceis”, repetia sempre. Em 1942, Janusz e seus duzentos “filhos” são levados para o campo de extermínio em Treblinka. A marcha é relembrada pela sua dignidade e coragem: ele liderou as crianças e, com elas, embarcou, mantendo-as calmas e tranquilas, protegendo-as acima da própria vida. O processo de construção do espetáculo foi muito especial, começou com leituras abertas da primeira versão do texto escrito pela Miriam, no Midrash. A partir desta experiência direta com o público é que partimos para o processo de ensaio que demandou alguns ajustes e adaptações ao texto original, sempre procurando preservar a essência da dramaturgia.

 

 

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Juntou-se ao processo o trabalho de direção de movimento de Ana Vitória, que foi fundamental para ajudar a definir a linguagem da encenação proposta pelo Ary Coslov, e, por fim, a colaboração de grandes profissionais como Thiago Sacramento, responsável pela edição do material audiovisual, e do sofisticado desenho de luz de Paulo Medeiros – diz Marcelo Aquino. O objetivo do projeto é revelar ao público a imagem de Janusz Korczak, médico, pedagogo, escritor de histórias infantis e um ser humano de primeira grandeza, que, infelizmente, é ainda desconhecido para a maioria das pessoas. Além disso, o tema se mostra bastante atual no Brasil e no mundo.

“A ameaça do totalitarismo está presente nos dias atuais, com tudo de nocivo que isso pode provocar no comportamento do ser humano. É lamentável que o homem não tenha assimilado como deveria as lições deixadas pelo combate ao nazismo. “Meus duzentos filhos” é, entre outras coisas, um contundente sinal de alerta” – completa Coslov.

Além da temporada no Maria Clara Machado, o espetáculo, que estreou em 8 de agosto no Midrash Centro Cultural, prorrogou sua temporada lá até 13 de dezembro, todas as quintas, às 20h30. Ao todo, o monólogo já fez 32 apresentações até hoje e foi visto e aplaudido por mais de 2 mil pessoas.

Ficha Técnica:

Texto: Miriam Halfim

Direção: Ary Coslov

Elenco: Marcelo Aquino

Cenário e Trilha Sonora: Ary Coslov

Iluminação: Paulo César Medeiros

Figurino: Rosa Ebee

Produção: Maria Alice Silvério

Preparação Corporal: Ana Vitória

Assistente de Direção: Bernardo Peixoto

Assistente de Produção: Mayara Voltolini

Montagem/Operação de Luz: Renato Lima

Operador Técnico: Gabriel Lessa

Serviço:

“Meus Duzentos Filhos”

Temporada no Teatro Municipal Maria Clara Machado

Temporada: de 2 até 25 de novembro de 2018

Horários: Sextas e sábados, ás 21h, e domingos, ás 19h

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Classificação: 12 anos

Gênero: Drama

Duração: 75 minutos

Teatro Municipal Maria Clara Machado

Av. Padre Leonel Franca, 240 – Gávea, Rio de Janeiro

Tel.: (21) 2274 -7722

Temporada no Midrash Centro Cultural

Temporada: 1 de novembro a 13 de dezembro de 2018

Horário: Quintas, às 20h30

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)

Classificação: 12 anos

Gênero: Drama

Duração: 75 minutos

Midrash Centro Cultural

Rua General Venâncio Flores 184, Leblon – Rio de Janeiro

Tel.: (21) 2239-2222

 

Fotos: Thiago Sacramento e Brunno Dantas

 

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Cinema

Projeto Tela Clássica, fará exibições cinematográficas até dezembro dos filmes do diretor dinamarquês Lars Von Trier, no Sesc Pinheiros, em São Paulo

 

Ciclo dedicado à memória e obra dos cineastas mais representativos da história do cinema mundial, o Tela Clássica, projeto idealizado pelo Sesc Pinheiros, exibe todas às terças, 20 horas (exceto dia 30 de outubro e 6 de novembro, em que as sessões serão às 19 horas),  filmes do cineasta dinamarquês Lars Von Trier (1956). A mostra se estende até dia 4 de dezembro.

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Em seu quarto ano de existência, o projeto já exibiu mais de 100 filmes em ciclos de cineastas como Fritz Lang, Buñuel, Eisenstein, De Sica, Fassbinder, David Lean, Pasolini, Kubrick, Jim Jarmush, Spike Lee, Kusturica, Polanski, Herzog, Robert Altman e Andrei Tarkovski.

A depender da relevância do cineasta para a história do cinema e da quantidade de filmes produzidos, os ciclos se alternam entre um mês ou um bimestre. No projeto, é priorizada a exibição de filmes de artistas que inventaram a linguagem fílmica, desbravaram os caminhos da moderna produção cinematográfica e possibilitaram a evolução de uma indústria que une arte, tecnologia e entretenimento.

Confira a programação:

Dançando no Escuro

Dia 30 de outubro, terça, 19 h

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Auditório (3º andar – 98 lugares). Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis Retirada de ingressos com 1h de antecedência na bilheteria.

(Hol/Sue/Din/Fin/Isl/Ale/Fra/EUA/Nor, 2000, 139 min. Colorido. Comédia. Musical. Drama. Projeção Digital)

Mãe solteira portadora de uma doença hereditária na visão tenta impedir que seu filho fique cego como ela está ficando. Assim, trabalha o máximo que pode para economizar e pagar sua operação, mas uma série de trágicos acontecimentos, mudarão para sempre os rumos de suas vidas. Com: Björk, Catherine Deneuve, Peter Stotmare.

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Manderlay

Dia 6 de novembro, terça, 19 horas

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Auditório (3º andar – 98 lugares). Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis Retirada de ingressos com 1h de antecedência na bilheteria.

(DIN/FRA/RU/ITA/SUE/ALE/HOL, 2003, 139 min. Colorido. Drama. Projeção Digital)

Após deixarem Dogville, Grace e seu pai descobrem uma estrutura escravagista funcionando em uma fazenda no sul dos Estados Unidos.

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O Grande Chefe

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Dia 13 de novembro, terça, 20 horas

Auditório (3º andar – 98 lugares). Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis Retirada de ingressos com 1h de antecedência na bilheteria.

(DIN, 2006, 110 min. Colorido. Comédia. Drama. Projeção Digital)

Um ator decadente é contratado para fazer o papel de “grande chefe”, uma função fictícia inventada pelo executivo para atribuir a ele decisões impopulares.

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Ninfomaníaca – Volume 1

Dia 27 de novembro, terça, 20 horas

 

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Auditório (3º andar – 98 lugares). Não recomendado para menores de 18 anos. Grátis Retirada de ingressos com 1h de antecedência na bilheteria.

(DIN/ALE/FRA/BEL/RUS, 2013, 118 min. Colorido. Drama. Projeção Digital)

Ferida e largada em um beco, uma mulher é encontrada por um homem mais velho, que lhe oferece ajuda. A partir daí, ela começa a contar detalhes de sua vida, assumindo ser uma ninfomaníaca.

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Ninfomaníaca – Volume 2

Dia 4 de dezembro, terça, 20 horas

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Auditório (3º andar – 98 lugares). Não recomendado para menores de 18 anos. Grátis Retirada de ingressos com 1h de antecedência na bilheteria.

(DIN/ALE/FRA/BEL/GBR/SUE, 2013, 124 min. Colorido. Drama. Projeção Digital)

Segunda parte das aventuras sexuais de Joe, uma mulher de 50 anos que decide, contar a um homem mais velho sua história pessoal.

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SESC PINHEIROS
Endereço: Rua Paes Leme, 195.
Bilheteria: Terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10h às 18h.
Tel.: 11 3095.9400.

Estacionamento com manobrista: Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, das 10h às 21h30; domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas / veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único: R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados).
Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800m

 

 

 Fotos: Reprodução / Internet

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Teatro

Grupo cearense  Nóis de Teatro estreia espetáculo “Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro” na CAIXA Cultural, em São Paulo

 Augusto Oliveira (2)

CAIXA Cultural São Paulo apresenta de 15 (quinta-feira) a 20 (terça-feira) de Novembro, sempre às 19h15, o espetáculo teatral Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro. Criação do grupo cearense Nóis de Teatro, a peça discute a criminalização e perseguição da juventude negra das periferias, debatendo também a desmilitarização da política brasileira.

Dividido em três atos, a trama com direção de Murillo Ramos e dramaturgia de Altemar Di Monteiro narra à saga de Natanael, um menino negro que inserido em um contexto de opressão e violência é levado a tomar decisões que lhe custarão um julgamento popular. O público é convocado a decidir sobre o destino de Natanael, provocando um forte debate sobre o extermínio da juventude negra nas periferias. Após as apresentações, haverá debate com a platéia.

O espetáculo contemplado no Prêmio Funarte da Arte Negra teve mais de 50 apresentações por todo o país, passando inclusive pela CAIXA Cultural de Fortaleza. Em São Paulo, a peça se encerra no dia 20 de Novembro, terça-feira, data que marca o “Dia da Consciência Negra”.

 

Nóis de Teatro

© Luiz Alves

Nóis de Teatro atua desde 2002 na periferia de Fortaleza. Nesses 16 anos, o grupo desenvolve projetos culturais (circulação de espetáculos e oferta de cursos, intercâmbios e oficinas de teatro e percussão) no Território de Paz do Grande Bom Jardim, tornando-se uma das referências nacionais de trabalho artístico desenvolvido em periferia.

Junto a este conjunto de ações, o coletivo também acabou de lançar uma publicação celebrativa de 15 anos de atuação: o livro Caminhares Periféricos — Nóis de Teatro e a potência do caminhar no teatro de rua contemporâneo, material que discute os meandros poéticos e políticos da ação do Nóis de Teatro na periferia de Fortaleza.

A pesquisa estética do grupo tem como matriz um olhar político sobre a sociedade, apoiando-se na poética democrática dos espaços públicos como lugar de encenação e descobertas. As vertentes do Teatro Épico Dialético e suas interfaces com a performance do ator de rua contemporâneo tem sido o mote para a sua construção poética, refletida no seu atual repertório de espetáculos: “A Granja“, “Despejadas“, “Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro“, além das performances anuais da sua intervenção urbana “O Jardim das Flores de Plástico“.

 

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Ficha Técnica

Coordenação Geral: Altemar Di Monteiro.

Direção: Murillo Ramos.

Dramaturgia e Assistência de Direção: Altemar Di Monteiro.

Elenco: Carlos Magno Rodrigues, Doroteia Ferreira, Kelly Enne Saldanha, Altemar Di Monteiro, Henrique Gonzaga, Amanda Freire e Maurício Rodrigues

Contraregragem: Bruno Sodré, Edna Freire e Nayana Santos.

Cenografia: Jefferson Saldanha

Figurino: Miguel Campelo

Bonecos: Carlos César

Maquiagem: Kelly Enne Saldanha

Direção Musical: Maurício Rodrigues

Produção: Nóis de Teatro

Produção Local: Telma Dias

 

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Serviço:

“Todo Camburão Tem Um Pouco de Navio Negreiro”

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111 – Centro) – próximo à estação Sé do Metrô

Data: de 15 a 20 de Novembro de 2018. (Quinta a terça-feira)

Horário: 19h15

Informações: (11) 3321-4400

Classificação indicativa: 16 anos

Capacidade: 80 lugares

Duração: 100 minutos

Entrada franca: ingressos distribuídos a partir das 9h do dia do evento

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal.

 

Fotos: Augusto Oliveira e Luiz Alves

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Teatro

Espetáculo “Jornada de um Imbecil Até o Entendimento”, de Plínio Marcos, ganha montagem de Helio Cicero, com clowns e linguagem do realismo fantástico, no Centro Cultural São Paulo

Peça pouco encenada do dramaturgo santista estreia no dia 9 de novembro no Centro Cultural São Paulo. Além do espetáculo, haverá mesa de debates e lançamento de um documentário sobre os 50 anos da primeira montagem.

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Montada apenas três vezes, todas dirigidas pelo saudoso João das Neves (1935-2018), a peça Jornada de um Imbecil até o Entendimento, de Plínio Marcos (1935-1999), ganha nova encenação, com direção de Helio Cicero. O espetáculo estreia no dia 9 de novembro, sexta-feira, às 21h, no Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Espaço Cênico Ademar Guerra, e segue em cartaz até 16 de dezembro. O elenco é formado por Jairo Mattos, Fernando Trauer, Fernanda Viacava, Rogério Brito e Douglas Simon, além do próprio diretor.

A comedia circense narra as articulações e malandragens de seis vagabundos – Mandrião, Teco, Manduca, Popô, Pilico e Totoca – que sobrevivem pedindo dinheiro nas ruas e becos de uma cidade grande. Apenas Mandrião e Pilico têm chapéus para pedir esmolas, sendo que o primeiro com a ajuda do Teco, uma espécie de secretário, contrata – ou praticamente escraviza – os demais pedintes, respaldados por uma falsa crença criada por um deles.

Mandrião e Teco armam um plano para acabar com Pilico, porque eles descobrem que o concorrente estaria tentando trazer os outros pedintes para seu lado. No meio dessa disputa, os empregados Manduca, Popô e Totoca analisam as vantagens que vão ganhar ao se aliar a cada um desses dois lados.

 

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A encenação caracteriza todos os personagens como palhaços e explora a linguagem do realismo fantástico. “Esta é uma forma de homenagear Plínio Marcos, porque, antes de mais nada, ele era um palhaço. A linguagem clownesca está na estrutura do texto, com as características clássicas do universo clown, no qual as duplas aparecem com suas figuras típicas e referências. A opção pelo realismo fantástico do diretor Helio Cicero foi feita porque a única forma de contar essa história é através da poesia, já que a realidade é tão crua e dura e se supera a cada dia”, revela o ator e idealizador do espetáculo Fernando Trauer.

Ainda segundo Trauer, a ideia de montar o espetáculo surgiu quando leu o texto publicado na Coleção Plinio Marcos, Obras Teatrais, de Alcir Pécora. “A linguagem do Teatro do Absurdo; as referências explícitas a Esperando Godot [de Samuel Beckett], Ionesco e Brecht; a atualidade de um texto de 50 anos, que reflete o momento político no qual vivemos, nos níveis político, social, econômico e jurídico; e o fato de a peça fugir muito das tradicionais características conhecidas do Plínio são motivos que me despertaram o interesse”, diz.

A própria realidade brasileira atual serviu como fonte de inspiração. “As referências são diárias sobretudo em época de eleições: a história recente do país, os conchavos políticos, o Poder Judiciário, a dominação religiosa, a nossa São Paulo brasileira de tanta miscigenação, sujeira e belezas misturadas, a pobreza e as riquezas antagônicas. Além disso, adotamos a palhaçaria com suas referências clássicas, o universo do artista das ruas e a análise do indivíduo social e suas mazelas e belezas que o fazem humano”, comenta Trauer.

 

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A montagem é ambientada em uma estação de trem abandonada, com trilhos disformes que levam a diferentes caminhos – esta é uma forma de homenagear João das Neves e seu maior espetáculo, O Último Carro. “O porão do Centro Cultural São Paulo contribui para a estrutura cenográfica, criando uma atmosfera de desolação, na qual a reutilização é palavra de ordem nos trilhos de uma estação de trem abandonada, cujas direções levam e trazem a lugares que foram ou poderiam ter sido alternativas. Com forte influência de Banksy, retrataremos um pouco das ruas e da realidade que nos cerca”, esclarece o diretor Helio Cicero.

“Assim como o cenário também criado pela Luiza Curvo, os figurinos estão sendo confeccionados com materiais recicláveis como plástico, cápsulas de café, retalhos de tecidos e sobras do mercado industrial, em contraponto aos trajes sociais dos cinco estagiários oriundos do Projeto Vocacional da Prefeitura Municipal de São Paulo, que além de receberem o público, interferirão nas cenas. A Iluminação de André Lemes segue o mesmo conceito, com o uso alternativo de fontes de luz criando o efeito necessário do realismo fantástico. As músicas sob direção de Dagoberto Feliz serão cantadas pelos atores e pelo coro de estagiários, proporcionando uma partitura contemporânea ao texto do Plínio”, acrescenta o encenador.

Indicada ao Prêmio Molière em 1968, a montagem icônica de João das Neves para a obra aconteceu no teatro Opinião, no Rio de Janeiro, com Milton Gonçalves, Ary Fontoura, José Wilker, Denoy de Oliveira, Jorge Cândido e Teca Calazans no elenco. As outras duas encenações ocorreram em 1969, no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo, e em 1970, no Teatro Arena, em Porto Alegre.

Mesa de Debates

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O espetáculo é uma atração do projeto Plínio Marcos, uma Realidade da São Paulo Brasileira, que ainda prevê bate-papos e ciclo de leituras. Uma mesa redonda (em data a ser definida) vai contar com participação de Maria Thereza Vargas, Alcir Pécora, Oswaldo Mendes e Kiko Barros.

Na ocasião, também acontece o lançamento do documentário Jornada de um Imbecil, 50 anos de Entendimento, que comemora a primeira montagem da peça de Plínio MarcosA peça de 1968, tinha Milton Gonçalves, Ary Fontoura, José Wilker, Denoy de Oliveira, Jorge Cândido e Teca Calazans, no elenco. O filme também marca a última entrevista dada pelo diretor João das Neves.

Ficha Técnica:

Texto: Plínio Marcos. Direção: Helio Cicero. Direção Musical: Dagoberto Feliz. Elenco: Jairo Mattos, Fernando Trauer, Fernanda Viacava, Rogério Brito, Douglas Simon e Helio Cicero. Participação Especial: Luiza Curvo. Coro: Angélica Müller (voz e percussão), Fagundes Emanuel (voz e percussão), Kauan Scaldelai (voz, acordeom, violão e cavaquinho), Léia Góes (voz e saxofone) e Maic William (voz). Iluminação e Operação de Luz: André Lemes. Cenografia e Figurino: Luiza Curvo. Visagismo: Beto França. Estudo de Linguagem Clownesca: Dagoberto Feliz. Assistência de Direção: Marina Soares. Treinamento Viewpoints: Marcella Vicentini. Assistência de Cenografia, Figurinos e Adereços: Priscila Alcebiades. Cenotécnicos: Domingos Varella e João Sobrinho. Costureira: Teresa Braga. Designer Gráfico: Murilo Lima. Conceito Visual: Gigi Prade e Murilo Lima. Mídia Digital: Gigi Prade – Vem pro Teatro! Soluções Digitais Culturais. Fotografia: Priscila Prade. Videomakers e Fotografia dos Ensaios: Irmãos Rio Filmes. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli. Direção de Produção: Fernando Trauer. Produção Executiva: Gustavo Casabona. Coordenação de Acessibilidade:Douglas Simon. Direção de Palco: Greco Trevisan. Tradução em Libras: Glauber Lethieri. Realização: Mecenato Moderno/Silvia Marcondes Machado, Emtranse Produções Artísticas/Fernando Trauer, Prêmio Zé Renato de Teatro e Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Idealização:Fernando Trauer.

Serviço:

JORNADA DE UM IMBECIL ATÉ O ENTENDIMENTO – Estreia dia 9 de novembro no Centro Cultural São Paulo (CCSP) – Espaço Cênico Ademar Guerra

Duração: 100 minutos. Gênero: Comedia. Classificação: 14 anos.

Ingressos: R$ 30 (inteira); R$15 (meia-entrada).

Temporada: De 9 de novembro a 16 de dezembro. Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 20h.

CENTRO CULTURAL SÃO PAULO – Rua Vergueiro, 100, Paraíso, São Paulo, SP.

Bilheteria: de terça a sábado, das 13h às 21h30; domingos, das 13h às 20h30. Vendas pelo site Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br). Capacidade: 100 lugares. Informações: (11) 3397 4002.

 

 

Fotos: Priscila Prade