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Literatura

Clube de Autores divulga duas obras que foram destaque no Top 10 da plataforma no mês de março

O CEO do Clube de Autores e autor Ricardo Almeida garantiu uma de suas obras no Top 10 do mês de março, além da aventura distópica do autor G.R Mantovani que garantiu boa colocação entre as outras obras disponíveis no e-commerce da plataforma.

O Clube de Autores, maior plataforma de autopublicação de livros da América Latina, publica mensalmente cerca de 40 novos livros todos os dias, movimento que vai na contramão da crise que atinge o setor livreiro desde o ano passado, com o fechamento de diversas lojas de grandes redes de livrarias brasileiras.

Ricardo Almeida, CEO do Clube, além de empresário é autor de diversas obras, incluindo o seu mais recente sucesso “Tempo”, que figura na lista dos dez mais vendidos do mês de março no e-commerce da empresa.

A novidade é que agora os livros disponibilizados no Clube de Autores, passaram a ser vendidos e entregues para todo o mundo desde o mês passado, após uma parceria fechada com diversas gráficas em diversos países.

Outro livro que faz sucesso na plataforma é a distopia “As Lendas de Tyrondir”, do autor G. R. Mantovani, que conta a história de dois adolescentes que encontram uma realidade totalmente diferente ao descobrir o “mundo de Tyrondir”. O livro mistura emoções a tensão numa releitura nacional de “As Crônicas de Nárnia” e do grande sucesso da literatura e televisão mundial “Game Of Thrones”.

Ficha Técnica

Título: Tempo
Autor: Ricardo Almeida
Páginas: 152
Edição: 1(2017)
ISBN: 9788569840060
Formato: A5 (148×210)
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Polen
Sinopse: Costumamos entender o Tempo como uma sucessão inabalável de dias, horas, minutos segundos. Em nossas mentes, o Tempo se sobrepõe às nossas vontades, atropela os nossos anseios e ignora a nossa própria existência a partir da sua universalidade absolutista.

Em nossas mentes, o Tempo é sempre um só: gigante, ele caminha decidido na sua vagarosidade monorrítmica, sólida, sisuda, impondo-se, soberano, para todos os seres do cosmo. Não é o Tempo que se encaixa em nossas vidas: nós é que, irrelevantes perante a sua infinitude, nos encaixamos nele.

Em nossas mentes, o Tempo é Deus: cego e surdo, mas estridentemente alto. Estamos errados: na realidade, o Tempo é a mais subserviente das criaturas. Basta que saibamos controlá-lo, dominá-lo, adestrá-lo. Este livro é uma biografia do Tempo.

Preço: R$ 40,73 impresso / R$ 17,22 e-ebook.
Página no e-commerce:
www.clubedeautores.com.br/livro/tempo

Ficha Técnica

Título: As Lendas de Tyrondir
Autor: G. R Mantovani
Páginas: 450
Edição: 1(2019)
Formato: A5 (148×210)
Coloração: Preto e branco
Acabamento: Brochura c/ orelha
Tipo de papel: Offset 75g
Sinopse: Guilherme é um garoto de emoções enjauladas, ressentido por sua vida pacata ao lado do grosseiro pai, por quem nutre uma problemática aversão. Ansioso por provar seu valor, Guilherme vê sua rotina virar de cabeça para baixo no que prometia ser apenas mais uma manhã inerte, após a aparição de uma águia misteriosa que antecede aventuras inimagináveis. Tudo muda quando ele e Leslie – uma garota francesa maculada por profundos traumas do passado – vão parar em outro mundo apenas ao atravessarem uma simplória passagem de arbustos. Juntos, descobrem que sua presença em Tyrondir tem um significado muito mais perigoso do que poderiam supor. Nunca antes na história dois humanos cruzaram a fronteira entre nosso mundo e aquele além dos arbustos… os segredos ocultos de um rei cauteloso, o estranho isolamento dos povos tyrondianos, o ardil de uma ameaça… tudo isto torna o mistério ainda mais complicado de ser desvendado. Até onde Guilherme e Leslie estarão dispostos a seguir adiante para ajudar a livrar Tyrondir do prenúncio crescente de uma guerra? Afinal, por que eles foram os escolhidos? Terão forças para enfrentar uma jornada fatalmente perigosa, mas calcada em autoconhecimento e repleta de descobertas como amizade genuína, compaixão, amor e justiça? Conseguirão sustentar a responsabilidade de serem os Humanos de Tyrondir?

Preço: R$ 43,30 impresso / R$ 11,84 E-book
Página no e-commerce: www.clubedeautores.com.br/livro/as-lendas-de-tyrondir

 

Fotos: Divulgação

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Entretenimento

Ex-atriz pornô prepara biografia e revela discriminação: “Sou julgada sempre”

Além de dramas na adolescência, o livro vai contar como Vanessa Danieli se lançou como youtuber.

Foi na indústria pornográfica que Bárbara Costa ficou conhecida. Mas agora, longe dos filmes adultos, Vanessa Danieli – seu verdadeiro nome de registro – faz sucesso como youtuber, com o canal ‘Barbaridade Nerd’, focado no universo geek.

Disposta a esquecer o que passou quando era atriz, Vanessa – como prefere ser chamada agora – também prepara um livro que será lançado no segundo semestre. A sua autobiografia vai contar, além de dramas na adolescência, os caminhos que trilhou para se lançar na web e conquistar fãs por todo o país.

Já nas primeiras páginas, a ex-atriz revela que sofreu abuso sexual aos 5 anos e que perdeu a virgindade durante um estupro aos 15 anos. Relata ainda ter vivido um relacionamento abusivo por três anos simplesmente para agradar familiares. Foi gravando desabafos para o seu canal no YouTube que ela passou a se libertar de toda essa ‘realidade’.

“Era muito difícil contar meu drama para pessoas próximas, então passei a usar a internet para mostrar quem eu era de fato. As pessoas achavam que eu era aquela menina dos filmes. Aquilo tudo era profissional. Sou julgada sempre pelo meu passado”, diz. “Claro que fiquei doente. Fiz tratamento psiquiátrico, busquei forças no fundo do poço para continuar”, desabafa.

Afastada do mundo pornográfico há quase três anos, Bárbara voltou para a faculdade, lançou seu canal no YouTube e passou a ministrar palestras sobre marketing de influência – que tem tudo a ver com essa nova fase. Prestes a pegar seu diploma, ela comemora seu sucesso profissionais em uma agência digital, além de quase 4 mil conexões no LinkedIn, onde compartilha artigos e dicas.

“Mesmo com o cyber bullying, não desisti do canal e nem das redes sociais. Muito menos de trabalhar com o marketing que é a minha área de formação. Agora vou me dedicar na finalização do livro e já me sinto totalmente integrada na sociedade como um ser humano. Claro que o preconceito existe, mas é algo que já aceitei. Vou lidar com isso sempre”, diz.

Fotos: Divulgação

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Artes Visuais

Idealizada por Eliana Zagui, Exposição Artes Mais Belas é destaque no Central Plaza Shopping, em São Paulo

O talento inspirador da artista está presente nas obras da mostra, localizada no espaço cultural do Shopping.


Para encantar os visitantes e oferecer uma experiência cultural diferenciada, o Central Plaza Shopping recebe a Exposição Artes Mais Belas, idealizada pela artista plástica Eliana Zagui. A mostra é gratuita e será exibida até o dia 29 de abril no espaço cultural do Shopping (Corredor Principal), embalada por obras artísticas de uma das pintoras mais inspiradoras e talentosas, a partir da técnica acrílico sobre tela.
A história de Eliana Zagui. Natural da cidade interiorana Guariba – SP, a artista foi vítima de Poliomielite com 1 ano e 9 meses. A doença desencadeou a paralisia de seus membros inferiores e superiores, obrigando-a a respirar por aparelhos. Mas isso não foi motivo para Eliane desistir dos seus sonhos, desejos e vontades.

Movimentando apenas a cabeça para os lados, a artista dedicou seu tempo a aperfeiçoar técnicas de pintura com a boca, já que enxerga, ouve e, acima de tudo, possui um intelecto memorável. Atualmente, Eliane Zagui é pintora de quadros com a boca e bolsista da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, com suas publicações compartilhadas em cartões de Natal e calendários.

Além da motivação retratada em telas, publicou o livro Pulmão de Aço, em que é contada a sua rotina no Hospital das Clínicas até os dias atuais. Eliane inspira pessoas, por isso, a pintora está dedicando tempo para se tornar palestrante motivacional.

A mostra conta com a parceria da ABRASCI – Academia de Ciências, Artes, História e Literatura e da Associação de Pintores com a Boca e os Pés. Integram a mostra 30 obras exclusivas da artista Eliane Zagui, que foram criadas a partir da técnica acrílico sobre tela, com inspiração aos momentos alegres da vida: que vão da “Contemplação mística” à “Trilha de Paz”.

Reconhecimento ao trabalho. Em 3 de abril, das 19h30 às 21h, acontecerá o coquetel da Exposição Artes Mais Belas, no espaço cultural do Central Plaza Shopping. No evento, Eliane Zagui será homenageada.

“Espero que futuras portas se abram para outras exposições e que o público veja a artista não só como exemplo de vida, superação, mas que haja admiração pelo trabalho. Fico imensamente feliz em saber que minhas obras serão observadas por diversas pessoas que circularão no Central Plaza Shopping”, explica a artista Eliana Zagui.

Serviço:

Exposição Artes Mais Belas

Quando: Até 29 de abril de 2019

Central Plaza Shopping
Av. Dr. Francisco Mesquita, 1000 – Vila Prudente

Estacionamento: Gratuito por 2h.

Fotos: Divulgação 

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Música

Supercombo lança o seu mais recente álbum “Adeus, Aurora” e apresenta novo integrante

Nesta sexta-feira, 29 de março, a banda Supercombo apresenta seu novo álbum de estúdio “Adeus, Aurora”. O trabalho leva o mesmo nome da revista em quadrinhos que a banda lançou em dezembro de 2018. As músicas podem ser ouvidas como trilha sonora da HQ, e ao mesmo tempo funcionam de forma individual, com temas ligados à nossa sociedade atual.

O álbum apresenta uma roupagem um pouco diferente dos anteriores, com músicas que passeiam por diversos estilos, sem perder a essência da Supercombo que os fãs já conhecem.

O novo álbum da banda conta com 10 faixas autorais e inéditas. As canções que compõem o CD são “Guarda Chuva”, “O Guerreiro e a Selva”, “Menina Largata”, Robozin”, “2 e 1”, “Meu Colorista”, “Parafuso a Menos” “Cela”, “Xepa das Estrelas e “Maremotosque já conta com mais de 1,5 milhões de views no YouTube.

Produzido pela banda Supercombo, mixado por Leonardo Ramos, em São Paulo e masterizado por Chris Hanzsek, em Seattle, o álbum teve seu projeto gráfico e direção de arte idealizado por Paulo Aguiar, Fernando Cescon e Gabriel Dantas.

Formada por Leo Ramos (voz e guitarra), Pedro “Toledo” Ramos (guitarra e voz), Carol Navarro (baixo e voz), Paulo Vaz (teclado) e André Dea (bateria) a banda Supercombo já conta com 5 álbuns lançados e um EP: Festa? (2007), Sal Grosso (2011), Supercombo (2012), Amianto (2014), Rogério (2016) e Adeus, Aurora (2019).

“Sempre amei HQ’s e finalmente conseguimos juntar duas coisas em uma só, é muito legal poder desenvolver letras e arranjos que expressam ações e relações entre personagens sem ter a obrigação de ser ao pé da letra seguindo um viés mais poético”
Leonardo Ramos

Recentemente a Supercombo anunciou a entrada do novo integrante, o baterista André Dea, que já vinha fazendo alguns trabalhos com a banda e recebeu o convite oficial em 2019 para integrar o grupo. “Acompanho a bastante tempo a carreira da banda e sempre admirei muito o trabalho. Já tínhamos dividido o palco tocando em bandas diferentes. A pouco mais de um ano, ficamos mais próximos, depois que comecei a tocar com o Medulla. Passei a ter um pouco mais de contato com o Toledo, que tinha gravado as baterias para eles e, em setembro de 2017, fui chamado pra fazer meu primeiro show com a Supercombo. Foi incrível. A partir daí me apaixonei ainda mais pelo som e rolou uma química legal entre a gente. Quando recebi o convite pra assumir definitivamente as baquetas, fiquei extremamente feliz. Acho que foi um caminho natural. As músicas são complexas e muito legais de tocar. Estou aproveitando o momento e ansioso pra subir aos palcos novamente com o disco novo.” André Dea

Ficha Técnica:

Produção: Supercombo
Gravação: Estúdios BTG, Leonardo Ramos, Pedro Ramos e Zeca Leme
Assistentes de Gravação: Luigi Sucena e Rogério Clementino
Mixagem: Leonardo Ramos nos Estúdios Lua Nova
Masterização: Chris Hanzsek
Edição Digital: Gritaria

A banda fará o show de lançamento do seu mais recente álbum “Adeus, Aurora” no próximo dia 20 de abril no Auditóriodo Ibirapuera, em São Paulo.

Fotos: Divulgação

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Teatro

Nova versão do clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes, o espetáculo musical “Gota D’Água [a seco]” chega ao Teatro Porto Seguro em curtíssima temporada  

Nova versão do clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes, Gota d’Água [a seco], adaptada e dirigida por Rafael Gomes, chega a São Paulo para nova temporada, com patrocínio exclusivo da Porto Seguro. De 17 de abril a 30 de maio, no Teatro Porto Seguro. No elenco, Laila Garin e Alejandro Claveaux.

Em dezembro de 1975, Bibi Ferreira subia ao palco do Teatro Tereza Rachel (Rio de Janeiro) para estrear Gota D’Água, transposição da tragédia grega Medeia, de Eurípedes, para a realidade de um conjunto habitacional do subúrbio carioca. Com um arrojado texto em versos de Chico Buarque e Paulo Pontes e canções como Basta um Dia, o espetáculo marcou época e se tornou um clássico moderno do Teatro Brasileiro.

Mais de quatro décadas depois, a história voltou à cena com uma adaptação absolutamente inédita do diretor Rafael Gomes. Batizada de Gota D’Água [a seco], a nova versão estreou no Rio de Janeiro em maio de 2016. O espetáculo chega a São Paulo no dia 17 de abril, no Teatro Porto Seguro, com temporada às quartas e quintas-feiras, até 30 de maio. No palco, Laila Garin e Alejandro Claveaux são acompanhados por cinco músicos sob a direção musical de Pedro Luís.

Como ‘a seco’ do título já indica, a montagem busca chegar à essência da história, através dos embates entre os protagonistas, Joana e Jasão, ainda que outros personagens do original também apareçam na adaptação. Mesmo com parte da trama sociopolítica reduzida na versão, Rafael Gomes reitera que a sua leitura da peça é focada em sua natureza política, cruelmente atual.

“A Gota D’Água original possui uma trama política bastante latente em seu embate entre opressores e oprimidos. Ao concentrar a história em Joana e Jasão, em suas ideologias, ações e sentimentos, eu gostaria ainda assim de falar sobre essa política mais essencial da vida, do dia a dia, essa que a maioria das pessoas sublima, esquece ou finge que não é com elas, achando que ser político é somente saber apontar o dedo para o adversário e se manifestar eventualmente por aquilo que interessa, de forma um tanto o quanto individualista”, afirma o diretor, que manteve toda a estrutura formal da peça e inseriu novas canções e pequenas citações de letras de Chico Buarque em algumas passagens do texto.

Gota D’Água [a seco] é o primeiro espetáculo que Rafael Gomes dirigiu fora de sua companhia, a Empório de Teatro Sortido, de onde trouxe alguns colaboradores para esta montagem, como o cenógrafo André Cortez (Prêmio Shell por Um Bonde Chamado Desejo, 2015) e o iluminador Wagner Antônio. Rafael foi convidado pela produtora Andréa Alves, da Sarau Agência, e por Laila Garin para embarcar no projeto.

Estrela de Elis – A Musical, Laila experimenta agora um novo desafio em cena: além de interpretar a mítica personagem eternizada por Bibi Ferreira, dá voz a músicas que não faziam parte da peça original, como Eu Te Amo, Baioque e Cálice. Revelado no projeto Clandestinos, Alejandro Claveaux interpreta o personagem que já foi de Roberto Bonfim e Francisco Milani (na temporada paulistana, em 1977).

Uma tragédia carioca, embates universais

Chico Buarque e Paulo Pontes começaram a trabalhar no texto original a partir de uma transposição que Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) havia feito para a televisão. A feiticeira Medeia virou Joana, moradora do conjunto habitacional Vila do Meio-Dia, mãe de dois filhos, frutos de seu casamento com Jasão, alguns anos mais novo do que ela. Compositor popular, Jasão é cooptado pelo empresário Creonte, que o ajuda a fazer sucesso, e termina por largar Joana para se casar com a filha do milionário. A trama passional – que culmina na vingança de Joana – tem como pano de fundo as injustiças sociais pelas quais os moradores do local passam, vítimas da exploração de Creonte, todo-poderoso da região.

Por conta deste acúmulo de tensões, Rafael Gomes elegeu o embate como o conceito central de sua montagem. Não somente o embate amoroso, que está no cerne da trama do casal, mas também o social, em um sentido mais amplo, e, principalmente, o íntimo. “São as batalhas internas a que as circunstâncias externas nos sujeitam. Jasão no conflito entre o que está ganhando e o que está deixando para trás, assim como Joana na decisão entre ir às últimas consequências para se vingar ou simplesmente seguir vivendo – o embate entre o humano e o divino, o terreno e o espiritual’, conclui o diretor.

Com esta nova e enxuta adaptação, as músicas que não estavam no original entram justamente para servir à dramaturgia, ao contar partes da história, revelar melhor o caráter e as contradições das personagens, além de amplificar alguns contextos e situações que precisaram ser sumarizados. A entrada de Pedro Luís na direção musical vem ao encontro da vontade de não fazer necessariamente um musical tradicional. “É um arejamento, um olhar diferente. Pedro fez com as canções, todas já tão conhecidas e consagradas, o que eu pretendo fazer com a dramaturgia: dar uma nova dimensão, jogar uma luz por um lado que não estamos acostumados a ver. Isso não implica em uma ambição de ‘melhorar’ nada, apenas de tentar pensar e criar por um caminho menos óbvio”, ressalta Rafael.

Música, letra e teatro

Laila Garin sempre teve a carreira teatral atravessada pela música, seja em shows paralelos ou na série de espetáculos musicais que protagonizou recentemente. Após ter iniciado a vida artística em Salvador, sua cidade natal, ela se mudou para São Paulo e trabalhou com Luiz Carlos Vasconcelos, a Cia. Piolim, antes de ficar por sete anos na Casa Laboratório, dirigida por Cacá Carvalho e a Fondazione Pontedera. Após o período na capital paulista, fixou residência no Rio de Janeiro, onde estrelou Eu Te Amo Mesmo Assim (2010), musical supervisionado por João Falcão, diretor de Gonzagão – A Lenda (2012), do qual Laila fez parte por algumas temporadas.

A sua recriação do mito Elis Regina em Elis – A Musical (2013) provocou um verdadeiro fenômeno teatral de público e crítica, coroado com todos os principais prêmios de atuação do País: APCA, APTR, Bibi Ferreira, Cesgranrio, Quem, Reverência e Shell. No último ano, ainda esteve em O Beijo no Asfalto, versão musical de Claudio Lins para o clássico de Nelson Rodrigues, e estreou na TV na novela Babilônia, de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga.

Andréa Alves abraçou a empreitada de revitalizar a tragédia e as canções de Gota D’Água após produzir a recente montagem de Ópera do Malandro, em cartaz por quase dois anos com enorme sucesso popular. À frente da Sarau Agência desde a sua fundação, em 1992, também é a responsável pelo Festival Villa-Lobos e os musicais Grande Otelo – Eta Moleque Bamba!, Gonzagão – A Lenda e Auê, nova criação da Cia. Barca dos Corações Partidos.

Da mesma forma, a música sempre foi um elemento determinante no teatro de Rafael Gomes. Seu texto de estreia, Música Para Cortar os Pulsos (prêmio APCA de Melhor Peça Jovem, 2010), era estruturado a partir de citações musicais e trechos de letras, enquanto nos espetáculos seguintes a trilha sonora sempre exerceu um relevante diálogo com a dramaturgia, caso de Gotas D’Água Sobre Pedras Escaldantes (2014) e Um Bonde Chamado Desejo (2015), que acaba de lhe render o Prêmio Shell de Melhor Direção. Ele considera Gota D’Água [a seco] o seu primeiro musical, embora prefira pensar na montagem como uma “peça com música”.

“Quando Andréa e Laila me convidaram para este trabalho, para além de todo deleite imediato que seria trabalhar com ambas, a ‘questão Chico Buarque’ também calou fundo. Não só pelos motivos óbvios, de Chico ser esse artista gigante, mas porque minha trajetória no teatro está carimbada pela obra dele. A primeira peça que fiz na vida foi como assistente de direção e dramaturgista de Calabar, em 2008, numa montagem dirigida por Heron Coelho. E já dirigi uma releitura de Cambaio, que chamamos também de Cambaio [a seco], em caráter de evento, com apenas sete apresentações”, conta Rafael, que sempre foi admirador de musicais, “de Brecht a Sondheim, passando pelos filmes da Disney e Bob Fosse. Espero que este seja o primeiro de vários”, ressalta.

Ficha Técnica:

GOTA D’ÁGUA [A SECO] – De Chico Buarque e Paulo Pontes. Adaptação e Direção: Rafael Gomes.

Elenco: Laila Garin e Alejandro Claveaux.

Direção Musical: Pedro Luís.

Cenografia: André Cortez.

Iluminação: Wagner Antônio.

Figurinos: Kika Lopes.

Direção de Produção: Andréa Alves.

Diretor Assistente e Direção de Movimento: Fabrício Licursi.

Design de Som: Gabriel D’angelo.

Preparação e Arranjos Vocais: Marcelo Rodolfo e Adriana Piccolo.

Assistente de Direção Musical: Antônia Adnet.

Assistente de Cenografia: Rodrigo Abreu.

Coordenação de Produção: Leila Maria Moreno e Vivi Borges.

Músicos em Cena: Gustavo de Medeiros – violão de 7 cordas, violão de aço e vocal. Cesar Roversi – sax soprano, sax tenor, flauta em sol e pandeiro. Paulo Almeida – bateria e percussão. Marcos Paiva – baixo acústico, baixo elétrico, percussões e vocal. Pedro Silveira – guitarra, bandolim e vocal

Adaptação e Direção: Rafael Gomes.

Elenco: Laila Garin e Alejandro Claveaux.

Direção Musical: Pedro Luís.

Cenografia: André Cortez. Iluminação: Wagner Antônio.

Figurinos: Kika Lopes.

Direção de Produção: Andréa Alves.

Diretor Assistente e Direção de Movimento: Fabrício Licursi.

Design de Som: Gabriel D’angelo.

Preparação e Arranjos Vocais: Marcelo Rodolfo e Adriana Piccolo.

Assistente de Direção Musical: Antônia Adnet.

Assistente de Cenografia: Rodrigo Abreu.

Coordenação de Produção: Leila Maria Moreno e Vivi Borges.

Músicos em Cena: Gustavo de Medeiros – violão de 7 cordas, violão de aço e vocal. Cesar Roversi – sax soprano, sax tenor, flauta em sol e pandeiro. Paulo Almeida – bateria e percussão. Marcos Paiva – baixo acústico, baixo elétrico, percussões e vocal. Pedro Silveira – guitarra, bandolim e vocal
Serviço:

GOTA D`ÁGUA [A SECO]

Temporada: 17 de abril a 30 de maio de 2019Horário: Quartas e quintas, às

Horário: Quartas e quintas, às 21h

Ingressos: Plateia: R$ 80,00 | R$ 40,00 (meia-entrada)
Frisas: R$ 70,00 | R$ 35,00 (meia-entrada)
Balcão: R$ 50,00 | R$ 25,00 (meia-entrada)

Classificação: 14 anos.

Duração: 100 minutos.

Gênero: Musical.

Teatro Porto Seguro Alameda Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos

Tel.: (11) 3226-7300

Fotos: Annelize Tozetto